A mensagem, nos juros e em palavras, é clara: solução para a crise política tem de ser rápida e capaz de manter o rumo. Instabilidade reforça dependência face ao apoio da UE.
As instituições da ‘troika' aguardam uma clarificação da situação política portuguesa antes de adiarem a oitava avaliação e de se pronunciarem sobre a instabilidade. Contudo, quer de Bruxelas, quer da comunidade financeira em peso - os centros de poder de que Portugal depende para obter financiamento - a mensagem é clara: a solução para a instabilidade política tem de ser rápida e assegurar um Governo com capacidade para continuar a cumprir os objectivos do memorando da ‘troika'.
"Portugal terá que cumprir os objectivos, incluindo obviamente a reforma do Estado", sublinha fonte comunitária ao Diário Económico, lembrando que todos os partidos do arco da governação subscreveram o memorando (PS assinou, PSD e CDS apoiaram via carta de conforto). Nesse sentido, segundo apurou o Diário Económico, a ‘troika' terá feito saber junto do CDS que um acordo de incidência parlamentar é uma solução demasiado frágil para os desafios impostos pelo Orçamento do Estado para 2014 - e não é certo que os parceiros internacionais dêem o seu aval a esta solução.
Fonte: Diario Economico
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